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Competindo com atletas do Uruguai, Paraguai, Chile e outros países, Atleta de Maracaju Simone Martinelli se destaca sendo terceiro lugar em Ultramaratona Internacional de Termas de Rio Hondo na Argentina.

21 de maio de 2018 - 17:29 | Entrevista em Foco

Maracaju em Foco - Notícias - Competindo com atletas do Uruguai, Paraguai, Chile e outros países, Atleta de Maracaju Simone Martinelli se destaca sendo terceiro lugar em Ultramaratona Internacional de Termas de Rio Hondo na Argentina.

Redação

Com 47 anos de idade, a profissional de Educação Física de Maracaju se considera uma eterna apaixonada por esportes, sendo que desde a infância apreciava a prática de atividades físicas, com o passar dos anos e a maturidade pessoal adaptou o seu carinho pelo esporte para a área profissional, saindo de Alegrete, no interior do Rio Grande do Sul, mudando-se para Porto Alegre, quando começou a fazer treinamentos em academia, partindo da musculação para o fisiculturismo.

Posteriormente, passou a realizar apenas treinamento físico, aliado a corridas e outros esportes, sendo que há cinco anos atrás o destino da gaúcha apaixonada por esportes se encontrou com a cidade de Maracaju, onde veio para atuar na área de educação física.

A equipe de reportagem do “Maracaju em Foco” foi recebida pela atleta em sua residência, logo após retornar de um dos maiores desafios de sua carreira, a Ultramaratona Internacional Termas de Rio Hondo, realizada em Santiago Del Estero, na Argentina. Nessa matéria exclusiva trazemos ao nosso leitor os desafios de se competir, busca constante por recursos e a meta de continuar participando de competições e trazendo positivos resultados para a cidade de Maracaju.

Maracaju em Foco: Quando você começou a correr profissionalmente aqui em Maracaju?

Simone Martinelli: Fazem três anos, mesmo período que suspendi a musculação. Dando aula na academia, tive algumas alunas que gostavam de correr, que eram sedentárias, então passei a incentivá-las, já praticava corrida, mas só como treino, a partir de então eu incentivei uma aluna a praticar corrida e ela pegou gosto, numa época teve um pessoal daqui da cidade que iria participar da Prova das Estações em Bonito, um amigo me convidou para participar também, participei e por alguma obra do destino fiquei em primeiro lugar da minha categoria, foi uma prova de 10 KM, nunca havia competido na vida dessa maneira, ou seja, em uma pista, e daí em diante eu comecei a levar um pouco mais a sério a competição.

Maracaju em Foco: Como é a sua rotina de treinamento atualmente?

Simone Martinelli: Atualmente tento sera mais disciplinada possível, porque para o treinamento de um atleta não basta somente praticar a modalidade, tem que correr todos os dias. O esporte tem muitas coisas boas para quem o pratica, além da saúde, você acaba se tornando uma pessoa disciplinada, regrada, porque quando você tem um pouco de foco e objetivo é quase que impossível você não alcançar as suas metas, seja em questão de saúde ou profissional, procuro inicialmente ter uma alimentação saudável, dentro das minhas condições, treino e faço atividades físicas todos os dias sem exceções, no mínimo 30 minutos de corrida todos os dias, externamente, mas procuro conciliar também outras atividades,já que trabalho como Personal Trainer, tenho hábito de estar passando as atividades para as minhas alunas e fazendo algumas delas sempre junto com elas.

Maracaju em Foco: Conte para nós um pouco sobre a competição que você foi premiada em terceiro lugar e como foi para você alcançar esse resultado?

Simone Martinelli: Essa é a sexta maratona que participo nos últimos 18 meses, a Ultramaratona Internacional de Termas de Rio Hondo, fui convidada a participar, depois de ter participado da Internacional em Asunción,realizada em Fevereiro. Essa Internacional de Asunción me convidaram e eu não tinha condições financeiras de ir, porque não é só o gasto com passagens, envolve também a preparação, precisa estar preparada psicologicamente e fisicamente com no mínimo três meses de antecedência, ocorreu que um amigo me chamou para ir, depois da prova em Asunción, feita em 12h também, obtive o segundo lugar geral, só perdendo para a Karina Molinas que é a principal atleta do Paraguai.

Inicialmente nem sabia que ficava na Argentina, disse que talvez iria, outro colega brasileiro, morador de Aral Moreira também me convidou dizendo que iria, novamente disse que se tivesse condições participaria, mas já comecei a me preparar para ir sem saber se realmente iria, somente confirmei minha presença uma semana antes, não tinha feito minha inscrição, dois dias antes da prova eu estava sem recurso, sabia que não poderia ir de avião, ainda tive despesas com passaporte, atualizando-o pelo valor de 250 reais, fiz algumas empadinhas para arrecadar fundos, mas claro que não foi suficiente, fazia as empadas durante a noite, vendendo todas apenas em um único dia,com isso juntei 300 reais, fiquei feliz já que saberia que poderia contar com alguma amiga para essas despesas como a de passagem, por exemplo,já que o valor das empadinhas foi basicamente para as despesas com passaporte.

Ainda não tinha confirmado minha presença, recebi o contato do organizador para que confirmasse a presença,já que ele iria publicar os participantes, diante disso, mesmo sem condições de ir até aquele momento, o autorizei a publicar e contar com minha participação. Estimava todas as despesas, algo em torno de 2.500,00 reais indo de ônibus e ainda levando minha comida, dois dias durante a viagem, ainda tinha as dificuldades de não conhecer bem o país e a região, literalmente sem saber de nada, não sabia que ônibus pegar tampouco qual seria o roteiro. Um corredor de Ponta Porã falou que também iria e que estava disposto a me esperar para nós irmos juntos, só que eu teria que sair daqui na segunda-feira dia 07, a prova seria dia 12. Entrei em contato com as minhas alunas, elas que pagam o meu salário, delas que eu dependo para pagar todas as minhas despesas, comentei com algumas delas e elas disseram não tudo bem, se for pela gente, fica mais uma semana fora, já que sou personal e ganho por hora por aula.

“Estou passando por uma situação muito delicada financeira, com aluguel atrasado, mês passado o pessoal de uma igreja me ajudou a pagar,tenho dois meses pendentes agora vai para o terceiro e se eu não pagar até o dia 10, provavelmenteterei que sair daqui, moro sozinha.”

Duas alunas me falaram que ajudariam da maneira que podiam, tinha algumas mensalidades vencendo e duas me pagaram e este era o meu dinheiro para o aluguel, além de outras despesas com comida,mas arrisquei, usei o dinheiro para a inscrição, somado a uma doação de um colaborador, também recebia doação de um tênis, claro que nas lojas de Maracaju não existem tênis específicos para ultra maratona, de acordo com meus conhecimentos.

Há várias lojas com excelentes produtos, mas para uma prova de longa distância existem específicos, só que cada formato de pé, cada corpo responde de uma maneira diferente, durante a prova os pés incham então,àsvezes você tem que trocar uma, duas, até três vezes dependendo da prova, fiquei bem feliz pelo tênis que ganhei só lamentei por não ter conseguido utilizar a prova inteira, já que o substitui devido às dores no decorrer da mesma.

Maracaju em Foco: Fale dessa prova, as características dela, quantos quilômetros elatem e quantos competidores tinha?

Simone Martinelli: A Ultra maratona Termasde Rio Hondo - 12 horas (dividida em 6, 12 e 24), participei da de 12 horas, características dessa prova, uma prova bruta demais, realizada em circuito de automobilismo, pista de 1.300 metros, falando da parte da categoria de feminina, trata-se de uma prova de elite do Paraguai com Uruguai, Chile e Peru e Argentina, claro.Tendo objetivo da maioria das atletas atingirem e superarem o seu próprio recorde, bem como o recorde do seu país com intuito de classificação pra Ultra da Grécia.A favorita dessa prova das 24 horas era a Karina Molina, que é a atleta maisconceituada do Paraguai, e não foi diferente, a Karina se consagrou na prova das 24 batendo recorde Paraguai e seu próprio recorde.

Nessa prova de 12 horas fui terceiro lugar, trata-se da segunda ultra que faço nesse ano de 2018 e a segunda prova sendo que nessa primeira do ano (Asunción) fiqueiem segundo lugar geral e agora em Termas do Rio Hondo(Argentina)fiquei em quarto geral de todas as mulheres das 12 horas e em terceiro da minha categoria.

Mesmo diante de tantas dificuldades, financeiras e pessoais, a gaúcha que escolheu Maracaju para viver não se abate, já planeja outras competições, sempre visando trazer bons resultados para Maracaju e o Mato Grosso do Sul, se superando a cada desafio, enfrentando competições extremamente exaustivas e com foco em vencer seus próprios obstáculos.

Quem quiser auxiliar a competidora Simone Martinelli em suas competições basta ligar no (67) 99824-0919.

Reportagem: Gessica Souza – DRT/MS 0001526

Fotos: Gessica Souza – DRT/MS 0001526

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Redação

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Posteriormente, passou a realizar apenas treinamento físico, aliado a corridas e outros esportes, sendo que há cinco anos atrás o destino da gaúcha apaixonada por esportes se encontrou com a cidade de Maracaju, onde veio para atuar na área de educação física.

A equipe de reportagem do “Maracaju em Foco” foi recebida pela atleta em sua residência, logo após retornar de um dos maiores desafios de sua carreira, a Ultramaratona Internacional Termas de Rio Hondo, realizada em Santiago Del Estero, na Argentina. Nessa matéria exclusiva trazemos ao nosso leitor os desafios de se competir, busca constante por recursos e a meta de continuar participando de competições e trazendo positivos resultados para a cidade de Maracaju.

Maracaju em Foco: Quando você começou a correr profissionalmente aqui em Maracaju?

Simone Martinelli: Fazem três anos, mesmo período que suspendi a musculação. Dando aula na academia, tive algumas alunas que gostavam de correr, que eram sedentárias, então passei a incentivá-las, já praticava corrida, mas só como treino, a partir de então eu incentivei uma aluna a praticar corrida e ela pegou gosto, numa época teve um pessoal daqui da cidade que iria participar da Prova das Estações em Bonito, um amigo me convidou para participar também, participei e por alguma obra do destino fiquei em primeiro lugar da minha categoria, foi uma prova de 10 KM, nunca havia competido na vida dessa maneira, ou seja, em uma pista, e daí em diante eu comecei a levar um pouco mais a sério a competição.

Maracaju em Foco: Como é a sua rotina de treinamento atualmente?

Simone Martinelli: Atualmente tento sera mais disciplinada possível, porque para o treinamento de um atleta não basta somente praticar a modalidade, tem que correr todos os dias. O esporte tem muitas coisas boas para quem o pratica, além da saúde, você acaba se tornando uma pessoa disciplinada, regrada, porque quando você tem um pouco de foco e objetivo é quase que impossível você não alcançar as suas metas, seja em questão de saúde ou profissional, procuro inicialmente ter uma alimentação saudável, dentro das minhas condições, treino e faço atividades físicas todos os dias sem exceções, no mínimo 30 minutos de corrida todos os dias, externamente, mas procuro conciliar também outras atividades,já que trabalho como Personal Trainer, tenho hábito de estar passando as atividades para as minhas alunas e fazendo algumas delas sempre junto com elas.

Maracaju em Foco: Conte para nós um pouco sobre a competição que você foi premiada em terceiro lugar e como foi para você alcançar esse resultado?

Simone Martinelli: Essa é a sexta maratona que participo nos últimos 18 meses, a Ultramaratona Internacional de Termas de Rio Hondo, fui convidada a participar, depois de ter participado da Internacional em Asunción,realizada em Fevereiro. Essa Internacional de Asunción me convidaram e eu não tinha condições financeiras de ir, porque não é só o gasto com passagens, envolve também a preparação, precisa estar preparada psicologicamente e fisicamente com no mínimo três meses de antecedência, ocorreu que um amigo me chamou para ir, depois da prova em Asunción, feita em 12h também, obtive o segundo lugar geral, só perdendo para a Karina Molinas que é a principal atleta do Paraguai.

Inicialmente nem sabia que ficava na Argentina, disse que talvez iria, outro colega brasileiro, morador de Aral Moreira também me convidou dizendo que iria, novamente disse que se tivesse condições participaria, mas já comecei a me preparar para ir sem saber se realmente iria, somente confirmei minha presença uma semana antes, não tinha feito minha inscrição, dois dias antes da prova eu estava sem recurso, sabia que não poderia ir de avião, ainda tive despesas com passaporte, atualizando-o pelo valor de 250 reais, fiz algumas empadinhas para arrecadar fundos, mas claro que não foi suficiente, fazia as empadas durante a noite, vendendo todas apenas em um único dia,com isso juntei 300 reais, fiquei feliz já que saberia que poderia contar com alguma amiga para essas despesas como a de passagem, por exemplo,já que o valor das empadinhas foi basicamente para as despesas com passaporte.

Ainda não tinha confirmado minha presença, recebi o contato do organizador para que confirmasse a presença,já que ele iria publicar os participantes, diante disso, mesmo sem condições de ir até aquele momento, o autorizei a publicar e contar com minha participação. Estimava todas as despesas, algo em torno de 2.500,00 reais indo de ônibus e ainda levando minha comida, dois dias durante a viagem, ainda tinha as dificuldades de não conhecer bem o país e a região, literalmente sem saber de nada, não sabia que ônibus pegar tampouco qual seria o roteiro. Um corredor de Ponta Porã falou que também iria e que estava disposto a me esperar para nós irmos juntos, só que eu teria que sair daqui na segunda-feira dia 07, a prova seria dia 12. Entrei em contato com as minhas alunas, elas que pagam o meu salário, delas que eu dependo para pagar todas as minhas despesas, comentei com algumas delas e elas disseram não tudo bem, se for pela gente, fica mais uma semana fora, já que sou personal e ganho por hora por aula.

“Estou passando por uma situação muito delicada financeira, com aluguel atrasado, mês passado o pessoal de uma igreja me ajudou a pagar,tenho dois meses pendentes agora vai para o terceiro e se eu não pagar até o dia 10, provavelmenteterei que sair daqui, moro sozinha.”

Duas alunas me falaram que ajudariam da maneira que podiam, tinha algumas mensalidades vencendo e duas me pagaram e este era o meu dinheiro para o aluguel, além de outras despesas com comida,mas arrisquei, usei o dinheiro para a inscrição, somado a uma doação de um colaborador, também recebia doação de um tênis, claro que nas lojas de Maracaju não existem tênis específicos para ultra maratona, de acordo com meus conhecimentos.

Há várias lojas com excelentes produtos, mas para uma prova de longa distância existem específicos, só que cada formato de pé, cada corpo responde de uma maneira diferente, durante a prova os pés incham então,àsvezes você tem que trocar uma, duas, até três vezes dependendo da prova, fiquei bem feliz pelo tênis que ganhei só lamentei por não ter conseguido utilizar a prova inteira, já que o substitui devido às dores no decorrer da mesma.

Maracaju em Foco: Fale dessa prova, as características dela, quantos quilômetros elatem e quantos competidores tinha?

Simone Martinelli: A Ultra maratona Termasde Rio Hondo - 12 horas (dividida em 6, 12 e 24), participei da de 12 horas, características dessa prova, uma prova bruta demais, realizada em circuito de automobilismo, pista de 1.300 metros, falando da parte da categoria de feminina, trata-se de uma prova de elite do Paraguai com Uruguai, Chile e Peru e Argentina, claro.Tendo objetivo da maioria das atletas atingirem e superarem o seu próprio recorde, bem como o recorde do seu país com intuito de classificação pra Ultra da Grécia.A favorita dessa prova das 24 horas era a Karina Molina, que é a atleta maisconceituada do Paraguai, e não foi diferente, a Karina se consagrou na prova das 24 batendo recorde Paraguai e seu próprio recorde.

Nessa prova de 12 horas fui terceiro lugar, trata-se da segunda ultra que faço nesse ano de 2018 e a segunda prova sendo que nessa primeira do ano (Asunción) fiqueiem segundo lugar geral e agora em Termas do Rio Hondo(Argentina)fiquei em quarto geral de todas as mulheres das 12 horas e em terceiro da minha categoria.

Mesmo diante de tantas dificuldades, financeiras e pessoais, a gaúcha que escolheu Maracaju para viver não se abate, já planeja outras competições, sempre visando trazer bons resultados para Maracaju e o Mato Grosso do Sul, se superando a cada desafio, enfrentando competições extremamente exaustivas e com foco em vencer seus próprios obstáculos.

Quem quiser auxiliar a competidora Simone Martinelli em suas competições basta ligar no (67) 99824-0919.

Reportagem: Gessica Souza – DRT/MS 0001526

Fotos: Gessica Souza – DRT/MS 0001526

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