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Dra. Graziele Ferreira: Saiba tudo sobre esteatose hepática ou 'gordura no fígado'.

02 de março de 2018 - 06:11 | Colunista em Foco

Maracaju em Foco - Notícias - Dra. Graziele Ferreira: Saiba tudo sobre esteatose hepática ou 'gordura no fígado'.

A esteatose hepática tem chamado atenção devido a alta prevalência na população mundial, cerca de 15 a 30% da população tem diagnostico da doença. Se a doença não for bem controlada cerca de 20% da população diagnosticada pode evoluir para esteato-hepatite (inflamação do fígado) e tem maior potencial de progressão, ao longo dos anos, para cirrose e para o carcinoma hepatocelular (CHC) ou câncer de fígado.

O que é Esteatose Hepática?

É um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada de infiltração gordurosa do fígado ou doença gordurosa do fígado

Nessa matéria vamos falar sobre a doença não alcoólica, aquela que não está relacionada ao consumo abusivo de álcool.

Quem está propenso ao desenvolvimento da “gordura no fígado”?

A população que tenha obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia (alteração de colesterol e triglicerídeos) são diagnostico mais frequentes. Esses se associam à hipertensão arterial e a síndrome metabólica, que é caracterizada pela presença de três ou mais das seguintes condições: obesidade central (aumento da gordura no abdômen), hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes. A Esteatose Hepática é considerada o componente hepático da síndrome metabólica. Pacientes que entram no diagnóstico de síndrome metabólica são os mais propensos a terem um Infarto agudo do Miocárdio ou um AVC (derrame cerebral). 

Existem outros fatores secundários que podem induzir ao acumulo de gordura no fígado como uso prolongado de algumas medicações e algumas doenças que estão associadas a esteatose.

Quais são os sintomas?

A maioria dos casos não apresenta sintomas, pois a doença é silenciosa.  Os sintomas aparecem nos casos mais avançados, as primeiras queixas são dor, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado. Nos estágios de esteato-hepatite (inflamação do fígado) que levam a insuficiência hepática, os sintomas mais frequentes são ascite (acúmulo anormal de líquido dentro da cavidade abdominal), encefalopatia e confusão mental, hemorragias, queda no número de plaquetas, aranhas vasculares, icterícia.

Como é feito o diagnostico?

Como a doença é silenciosa geralmente a esteatose e identificada porque o paciente realizou uma ultrassonografia de abdômen como parte de seus exames clínicos de rotina ou periódicos. O diagnóstico da esteatose é incidental, isto é, o exame não foi com o objetivo de identificar a esteatose.

É importante destacar, que a solicitação de ultrassonografias de abdômen para diagnóstico de esteatose está indicada apenas para os portadores dos fatores de risco para a doença, já mencionados acima. Não há indicação ou recomendação para realização de ultrassonografias para a população geral.

Para o diagnostico é importante que os pacientes sejam avaliados através de uma consulta médica e através de uma história clínica cuidadosa, seu médico identificará os fatores de risco primários, secundários ou as doenças associadas. O exame físico deve ser completo e deve avaliar a circunfêrencia abdominal. Quanto maior a gordura no abdômen maior deve ser o depósito de gordura no fígado ou esteatose hepática. Depois da avaliação clínica exames complementares colaboram com o diagnóstico.

Como é feito o tratamento?

O tratamento consiste basicamente no controle da pressão arterial, diabetes e alterações do colesterol. Baseia-se em três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.  A dieta deve ser orientada por médicos e nutricionistas e adaptada às condições clínicas do paciente.  A atividade física deve ser recomendada, incentivada e adaptadas às condições clínicas e idade dos pacientes considerando-se também se esses são sedentários, ativos ou atletas.

Alguns medicamentos podem ajudar no tratamento da esteatoepatite não alcoólica, entretanto esses devem ser orientados por um médico.

A Esteatose tem cura?

Sim, a doença é reversível desde que sejam controlados os fatores causadores e que seja diagnosticada precocemente. Assim, duas condutas são fundamentais para o paciente portador de esteatose ou esteatoepatite: diagnóstico precoce indicada para as pessoas de maior risco (obesos, diabéticos, portadores de hipertensão arterial e dislipidemia); aderência dos pacientes ao tratamento e condutas orientadas pelo seu médico.

Graziele Ferreira é Cirurgiã Geral e de Pequenos Procedimentos, devidamente registrada no CRM/MS: 7876 – RQE 5366, Médica natural de Maracaju/MS, há 4 anos formada em Medicina pela Universidade Estadual de Maringá/PR e Cirurgiã Geral há 2 anos formada pelo Hospital Universitário da UFMS.

Atualmente em Maracaju como Cirurgiã Geral do Hospital Soriano Corrêa e atendimentos na Clínica de Especialidades Médicas como cirurgiã geral e realização de pequenos procedimentos como retiradas de lesões como nevos, cistos, nódulos ou biópsias. Além de atendimento de clínica geral.

A Clínica fica localizada na Rua Agnaldo Ferreira Barbosa 620 – San Raphael - Contato: 3454-2651.

Fontes:

- Centro de Especialidades do fígado do Portal de Doenças Hepáticas do Hospital Sírio Libanês.

- Portal da Sociedade Brasileira de Hepatologia

- Natural history of hepatic steatosis: observed outcomes for subsequent liver and cardiovascular complications. Pickhardt PJ, Hahn L, Muñoz del Rio A, Park SH, Reeder SB, Said A. AJR Am J Roentgenol. 2014 Apr;202(4):752-8. doi: 10.2214/AJR.13.11367.

- Hepatic steatosis and cardiovascular disease outcomes: An analysis of the Framingham Heart Study. Mellinger JL, Pencina KM, Massaro JM, Hoffmann U, Seshadri S, Fox CS, O'Donnell CJ, Speliotes EK. J Hepatol. 2015 Aug;63(2):470-6. doi: 10.1016/j.jhep.2015.02.045. Epub 2015 Mar 14


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O que é Esteatose Hepática?

É um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada de infiltração gordurosa do fígado ou doença gordurosa do fígado

Nessa matéria vamos falar sobre a doença não alcoólica, aquela que não está relacionada ao consumo abusivo de álcool.

Quem está propenso ao desenvolvimento da “gordura no fígado”?

A população que tenha obesidade, diabetes mellitus, dislipidemia (alteração de colesterol e triglicerídeos) são diagnostico mais frequentes. Esses se associam à hipertensão arterial e a síndrome metabólica, que é caracterizada pela presença de três ou mais das seguintes condições: obesidade central (aumento da gordura no abdômen), hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes. A Esteatose Hepática é considerada o componente hepático da síndrome metabólica. Pacientes que entram no diagnóstico de síndrome metabólica são os mais propensos a terem um Infarto agudo do Miocárdio ou um AVC (derrame cerebral). 

Existem outros fatores secundários que podem induzir ao acumulo de gordura no fígado como uso prolongado de algumas medicações e algumas doenças que estão associadas a esteatose.

Quais são os sintomas?

A maioria dos casos não apresenta sintomas, pois a doença é silenciosa.  Os sintomas aparecem nos casos mais avançados, as primeiras queixas são dor, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado. Nos estágios de esteato-hepatite (inflamação do fígado) que levam a insuficiência hepática, os sintomas mais frequentes são ascite (acúmulo anormal de líquido dentro da cavidade abdominal), encefalopatia e confusão mental, hemorragias, queda no número de plaquetas, aranhas vasculares, icterícia.

Como é feito o diagnostico?

Como a doença é silenciosa geralmente a esteatose e identificada porque o paciente realizou uma ultrassonografia de abdômen como parte de seus exames clínicos de rotina ou periódicos. O diagnóstico da esteatose é incidental, isto é, o exame não foi com o objetivo de identificar a esteatose.

É importante destacar, que a solicitação de ultrassonografias de abdômen para diagnóstico de esteatose está indicada apenas para os portadores dos fatores de risco para a doença, já mencionados acima. Não há indicação ou recomendação para realização de ultrassonografias para a população geral.

Para o diagnostico é importante que os pacientes sejam avaliados através de uma consulta médica e através de uma história clínica cuidadosa, seu médico identificará os fatores de risco primários, secundários ou as doenças associadas. O exame físico deve ser completo e deve avaliar a circunfêrencia abdominal. Quanto maior a gordura no abdômen maior deve ser o depósito de gordura no fígado ou esteatose hepática. Depois da avaliação clínica exames complementares colaboram com o diagnóstico.

Como é feito o tratamento?

O tratamento consiste basicamente no controle da pressão arterial, diabetes e alterações do colesterol. Baseia-se em três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.  A dieta deve ser orientada por médicos e nutricionistas e adaptada às condições clínicas do paciente.  A atividade física deve ser recomendada, incentivada e adaptadas às condições clínicas e idade dos pacientes considerando-se também se esses são sedentários, ativos ou atletas.

Alguns medicamentos podem ajudar no tratamento da esteatoepatite não alcoólica, entretanto esses devem ser orientados por um médico.

A Esteatose tem cura?

Sim, a doença é reversível desde que sejam controlados os fatores causadores e que seja diagnosticada precocemente. Assim, duas condutas são fundamentais para o paciente portador de esteatose ou esteatoepatite: diagnóstico precoce indicada para as pessoas de maior risco (obesos, diabéticos, portadores de hipertensão arterial e dislipidemia); aderência dos pacientes ao tratamento e condutas orientadas pelo seu médico.

Graziele Ferreira é Cirurgiã Geral e de Pequenos Procedimentos, devidamente registrada no CRM/MS: 7876 – RQE 5366, Médica natural de Maracaju/MS, há 4 anos formada em Medicina pela Universidade Estadual de Maringá/PR e Cirurgiã Geral há 2 anos formada pelo Hospital Universitário da UFMS.

Atualmente em Maracaju como Cirurgiã Geral do Hospital Soriano Corrêa e atendimentos na Clínica de Especialidades Médicas como cirurgiã geral e realização de pequenos procedimentos como retiradas de lesões como nevos, cistos, nódulos ou biópsias. Além de atendimento de clínica geral.

A Clínica fica localizada na Rua Agnaldo Ferreira Barbosa 620 – San Raphael - Contato: 3454-2651.

Fontes:

- Centro de Especialidades do fígado do Portal de Doenças Hepáticas do Hospital Sírio Libanês.

- Portal da Sociedade Brasileira de Hepatologia

- Natural history of hepatic steatosis: observed outcomes for subsequent liver and cardiovascular complications. Pickhardt PJ, Hahn L, Muñoz del Rio A, Park SH, Reeder SB, Said A. AJR Am J Roentgenol. 2014 Apr;202(4):752-8. doi: 10.2214/AJR.13.11367.

- Hepatic steatosis and cardiovascular disease outcomes: An analysis of the Framingham Heart Study. Mellinger JL, Pencina KM, Massaro JM, Hoffmann U, Seshadri S, Fox CS, O'Donnell CJ, Speliotes EK. J Hepatol. 2015 Aug;63(2):470-6. doi: 10.1016/j.jhep.2015.02.045. Epub 2015 Mar 14

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