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Psicóloga Tuany Camila Fernandes: Violência Doméstica e familiar contra a mulher

15 de agosto de 2018 - 12:03 | Colunista em Foco

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A violência doméstica é caracterizada  por qualquer forma de violência praticada dentro do contexto familiar, onde a vitima deveria se sentir protegida e amada, quando falamos de  violência não podemos definir somente naquela que é visível, a primeira coisa que vem em mente é a agressão física, mas quando se trata de violência domestica contra a mulher, estamos abrindo um leque de possibilidades,  de acordo com as leis e o artigo 7º da Lei nº 11.340/2006- Maria da Penha, são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher:

Violência física: Qualquer comportamento que ocasione dano ou comprometimento à integridade física e/ou à saúde do corpo. Bater, apertar, chutar, dar socos, puxões de cabelo e ponta pés, são exemplos.

Violência psicológica: Condutas que causem danos à saúde psicológica, diminuição da autoestima ou que atrapalhem o desenvolvimento pessoal. Dentre essas condutas estão alguns exemplos: controle de ações, crenças, decisões e comportamentos; manipulação; constrangimento; humilhação; vigilância constante; perseguição; chantagem; ridicularização; insultos; limitação do direito de ir e vir.

Violência sexual: Obrigar a vitima a ter relações sexuais quando ela não deseja, obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

Violência moral: Qualquer conduta que importe em calúnia; difamação; quando o agressor atribui à mulher fatos que maculem a sua reputação, ou injúria, ofende a dignidade da mulher. (Exemplos: Dar opinião contra a reputação moral insinuando ou dizendo palavras pesadas que ferem a integridade, críticas mentirosas e xingamentos). Obs: Esse tipo de violência pode ocorrer também pela internet.

Violência patrimonial: Importa em qualquer conduta que configure retenção, quando o homem controla dinheiro e bens da mulher, a privando da independência financeira. Ele pode até proibi-la de trabalhar ou passar para seu nome os bens dela.

A violência contra a mulher é democrática segundo a organização mundial da saúde, ela acontece em todos os grupos sociais, religiosos, culturais e econômicos, a maioria das mulheres vitimas de violências são agredidas por seus companheiros ou ex companheiros tanto em casa como na rua e isso acontece o tempo todo, muitas delas, são mortas por eles, esse tipo de violência também atinge a parte mais vulnerável da família a grande maioria dessas mulheres são mães e os filhos acabam presenciando ou sofrendo as agressões, você deve estar se perguntando por que então essas mulheres não acabam com isso?!  Porque não é tão simples, elas costumam relatar que sentem medo de uma agressão ainda pior ou até mesmo um homicídio após a denúncia, alem disso muitas dependem financeiramente do agressor e não recebem apoio emocional de familiares ou conhecidos, outro desestimulo é a falta de punição adequada para o agressor. Nenhum tipo de agressão é aceitável e quando o agressor não percebe isso a única saída é meter a colher sim. Se você se identificar com alguns desses itens procure ajuda.

Psicóloga Tuany Camila Fernandes

CRP 14/06904-5

Clínica Pró Saúde 

 


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Violência física: Qualquer comportamento que ocasione dano ou comprometimento à integridade física e/ou à saúde do corpo. Bater, apertar, chutar, dar socos, puxões de cabelo e ponta pés, são exemplos.

Violência psicológica: Condutas que causem danos à saúde psicológica, diminuição da autoestima ou que atrapalhem o desenvolvimento pessoal. Dentre essas condutas estão alguns exemplos: controle de ações, crenças, decisões e comportamentos; manipulação; constrangimento; humilhação; vigilância constante; perseguição; chantagem; ridicularização; insultos; limitação do direito de ir e vir.

Violência sexual: Obrigar a vitima a ter relações sexuais quando ela não deseja, obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

Violência moral: Qualquer conduta que importe em calúnia; difamação; quando o agressor atribui à mulher fatos que maculem a sua reputação, ou injúria, ofende a dignidade da mulher. (Exemplos: Dar opinião contra a reputação moral insinuando ou dizendo palavras pesadas que ferem a integridade, críticas mentirosas e xingamentos). Obs: Esse tipo de violência pode ocorrer também pela internet.

Violência patrimonial: Importa em qualquer conduta que configure retenção, quando o homem controla dinheiro e bens da mulher, a privando da independência financeira. Ele pode até proibi-la de trabalhar ou passar para seu nome os bens dela.

A violência contra a mulher é democrática segundo a organização mundial da saúde, ela acontece em todos os grupos sociais, religiosos, culturais e econômicos, a maioria das mulheres vitimas de violências são agredidas por seus companheiros ou ex companheiros tanto em casa como na rua e isso acontece o tempo todo, muitas delas, são mortas por eles, esse tipo de violência também atinge a parte mais vulnerável da família a grande maioria dessas mulheres são mães e os filhos acabam presenciando ou sofrendo as agressões, você deve estar se perguntando por que então essas mulheres não acabam com isso?!  Porque não é tão simples, elas costumam relatar que sentem medo de uma agressão ainda pior ou até mesmo um homicídio após a denúncia, alem disso muitas dependem financeiramente do agressor e não recebem apoio emocional de familiares ou conhecidos, outro desestimulo é a falta de punição adequada para o agressor. Nenhum tipo de agressão é aceitável e quando o agressor não percebe isso a única saída é meter a colher sim. Se você se identificar com alguns desses itens procure ajuda.

Psicóloga Tuany Camila Fernandes

CRP 14/06904-5

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