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Bem Vindo(a), Jornalista Responsável: Gessica Souza DRT/MS 0001526
29 set 2026 13:48:00
| Colunista em Foco

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A reta final das eleições de 2026 chegou. No próximo domingo, 4 de outubro, os eleitores irão às urnas para escolher deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República, exatamente nessa ordem.
Em Mato Grosso do Sul, além da disputa pelos cargos estaduais e federais, a eleição poderá produzir um efeito paralelo: um verdadeiro teste de popularidade para prefeitos que entraram de forma ativa na campanha de seus candidatos.
O atual governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel, chega à reta final com amplo apoio político de prefeitos e lideranças municipais. Pesquisas divulgadas ao longo de setembro mostram Riedel na liderança da disputa pelo Governo do Estado, embora os números variem conforme o instituto, a metodologia e o período de realização dos levantamentos.
Mas existe uma questão interessante por trás desses números: até que ponto a força eleitoral demonstrada pelos candidatos apoiados pelos prefeitos será também um reflexo da popularidade dos próprios gestores municipais?
Essa pergunta ganha importância principalmente no interior.
Prefeitos são, naturalmente, figuras políticas com contato direto com a população. Estão diariamente diante de demandas relacionadas à saúde, educação, infraestrutura, assistência social, iluminação pública, estradas, transporte e geração de emprego. Ao mesmo tempo em que são responsáveis por avanços percebidos pela população, também acabam sendo diretamente associados às dificuldades enfrentadas pelos municípios.
E os desafios não são pequenos.
Queda ou oscilação de receitas, aumento de despesas, pressão sobre o custeio da saúde (devido a não atualização da chamada Tabela SUS por parte do Governo Federal) e dificuldades para ampliar investimentos são fatores que podem influenciar a percepção da população sobre uma administração municipal. Nesse cenário, quando um prefeito pede voto para determinado candidato, parte do eleitorado pode considerar também a avaliação que faz da própria gestão local.
É justamente aí que a eleição estadual pode funcionar como um termômetro político.
Se um prefeito possui forte aprovação popular, seu apoio tende a ter maior capacidade de mobilização. Se enfrenta dificuldades de relacionamento com a população ou críticas à administração, a campanha estadual pode revelar isso de maneira indireta, especialmente nos municípios menores, onde a política costuma estar muito próxima do cotidiano das pessoas.
Para Riedel, a matemática eleitoral também passa pelos municípios. O governador busca uma votação suficiente para evitar o segundo turno. Uma pesquisa IPR/Correio do Estado divulgada em setembro apontou 64,15% dos votos válidos para Riedel, contra 18,70% de Fábio Trad, cenário que, naquele levantamento, indicava possibilidade de definição no primeiro turno.
Mas pesquisa é fotografia, não resultado de eleição.
A última semana costuma ser marcada por movimentações, reuniões, carreatas, conversas, pedidos de voto e mobilização das estruturas políticas. É também o período em que muitos eleitores ainda consolidam suas escolhas.
Por isso, os próximos dias serão importantes não apenas para os candidatos ao Governo, ao Senado e à Câmara, mas também para os prefeitos que colocaram sua imagem e sua estrutura política em campo.
No interior, cada município terá sua própria história. A votação obtida por determinado candidato poderá mostrar a força de sua liderança local, a capacidade de articulação de seu grupo político e, em alguma medida, a receptividade da população ao trabalho desenvolvido pela administração municipal.
Não significa, evidentemente, que uma eleição estadual possa ser explicada exclusivamente pela popularidade de um prefeito. O eleitor possui múltiplas motivações, considera candidatos, partidos, propostas, relações políticas e questões estaduais e nacionais.
Mas uma coisa é certa: a eleição também deixará um retrato da política municipal de Mato Grosso do Sul.
E, depois que as urnas forem abertas, além de sabermos quem conquistou os votos para os cargos em disputa, haverá outra pergunta circulando nos bastidores políticos: Quais prefeitos conseguiram transformar apoio político em votos?
É esperar para ver.
Ben Hur Salomão Teixeira
É Jornalista, Perito Contábil, Administrador e Bacharel em Direito
Pós-Graduado em Contabilidade e Controladoria e também em Marketing e Comunicação
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