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Bem Vindo(a), Jornalista Responsável: Gessica Souza DRT/MS 0001526

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Record promove ação entre “Escrava Mãe” e “A Escrava Isaura”; adaptações possuem divergências

08 jan 2017 17:33:00

| Entretenimento

Record promove ação entre “Escrava Mãe” e “A Escrava Isaura”; adaptações possuem divergências

A Record reservou para o último capítulo de “Escrava Mãe” uma cena de passagem de bastão para a trama que a substitui, “A Escrava Isaura”, em sua terceira reprise. A emissora preparou chamadas especiais, veiculadas há dias, que explicam a relação entre as histórias. No entanto, há divergências entre as duas obras que causarão, no mínimo, estranheza no público.

Na sequência que encerra “Escrava Mãe”, no ar desde maio de 2016, Átila (Léo Rosa) relata à filha pequena todas as provações pelas quais o casal Juliana (Gabriela Moreyra) e Miguel (Pedro Carvalho) passaram. Quando a garotinha o indaga sobre a continuação da trama, Átila responde que a partir daquele momento, a história será contada por outra pessoa, de uma forma muito especial – uma referência de Bernardo Guimarães, o autor do romance “A Escrava Isaura”, que serviu de base para a novela de Tiago Santiago.

Após um letreiro que indica a passagem de tempo, surge Isaura (Bianca Rinaldi), tocando piano na sala da fazenda dos Almeida. Tem início então a reapresentação do folhetim de 2004, que irá ocupar o horário até que “Belaventura” esteja pronta para estrear.

É evidente que o público tem conhecimento de que a “Escrava” que “estreia” foi produzida anteriormente a “Escrava” que termina. Mas será no mínimo estranho ver que, na reprise, a mãe de Isaura, Juliana (Valquíria Ribeiro), morre no parto; diferente do que acontecera na novela inédita, em que a moça escapou ilesa de uma gestação complicada.

Nomes discrepantes também causarão estranheza. A mãe do menino Leôncio, que atende por Tereza (Roberta Gualda) em “Escrava Mãe” é chamada de Gertrudes (Norma Blum) em “A Escrava Isaura”. Dados como este tornam falha a tentativa da Record de fazer parecer que se trata de uma continuação, quando, na verdade, “Escrava Mãe” é uma obra sem amarras ao livro que norteou “A Escrava Isaura”.

A expectativa da emissora é com quem a reapresentação, os índices do horário sejam mantidos – o folhetim de Gustavo Reiz deve chegar ao fim com 11 pontos de média, números satisfatórios para o horário, mas aquém da excelência da trama, uma das melhores produzidas pela casa nos últimos anos.

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