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Bem Vindo(a), Jornalista Responsável: Gessica Souza DRT/MS 0001526
23 set 2026 13:51:43
| Política

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Aos 62 anos, Dagmar Rodrigues encontrou na Universidade da Maturidade da UEMS uma forma de recuperar autoestima e vida ativa. O projeto, que já formou 188 alunos, foi uma das pautas apresentadas a Eduardo Riedel em agenda com universidades, hospitais filantrópicos e profissionais da odontologia. O governador reafirmou investimentos em pesquisa e inovação, apoio às instituições de saúde e análise das novas demandas apresentadas pelos setores.
Aos 62 anos, Dagmar Maris Rodrigues encontrou na universidade uma maneira de reconstruir a própria rotina depois da aposentadoria. Ela chegou à Universidade da Maturidade, projeto de extensão da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), pelas redes sociais, em um período que define como delicado de sua vida. Desde setembro de 2024, encontrou nas aulas não apenas novos conhecimentos, mas uma forma de recuperar a autoestima e permanecer ativa.
“Precisava sair daquela zona de conforto do aposentado. Ajuda na autoestima, nos dá fôlego de vida, somos ativos e até nossa família é impactada”, conta.
Na terça-feira (22), Dagmar esteve entre os representantes de diferentes setores recebidos pelo governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição. Ao longo do dia, universidades, hospitais filantrópicos e profissionais da odontologia apresentaram demandas e propostas para os próximos anos. Riedel reafirmou compromissos com investimentos em pesquisa, inovação e educação superior e com a continuidade do apoio às instituições filantrópicas de saúde.
Um projeto que quer chegar a mais municípios
A Universidade da Maturidade está em sua terceira turma e já formou 188 alunos. Voltado à população idosa, o programa oferece uma formação de 18 meses e reúne conhecimentos de áreas como direito, saúde, tecnologia, robótica e psicologia.
Atualmente, funciona em polos da UEMS nos bairros Santo Amaro e Moreninhas, em Campo Grande, além de Jaraguari e Dourados.
A pró-reitora da UEMS Erika Kaneta Ferri explicou que o projeto integra o contrato de gestão do Estado e tem como proposta estimular a autonomia e o protagonismo das pessoas idosas.
A coordenação e participantes levaram ao governador o pedido para que a iniciativa seja transformada em política pública estadual, permitindo sua expansão para outros municípios.
A experiência relatada por Dagmar ajuda a traduzir esse objetivo. Para ela, o impacto não se restringe ao aprendizado adquirido nas aulas. A mudança alcança também a convivência social, a autoestima e as relações familiares.
Universidades pedem pesquisa e permanência estudantil
A agenda com o ensino superior também incluiu uma reunião com o Conselho de Reitores de Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS).
Riedel afirmou aos representantes das instituições que pretende manter os investimentos em pesquisa, inovação e tecnologia e ampliar a participação das universidades na formulação e execução de políticas públicas.

“Este ambiente de inovação e pesquisa contribui para o nosso desenvolvimento e as universidades têm papel-chave neste caminho. Por isso terão todo nosso apoio no incentivo e recursos para pesquisa. Queremos cada vez mais a participação das instituições na nossa gestão. Ciência e inovação fazem parte das minhas políticas públicas”, afirmou.
Presidente do Conselho e reitora do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Elaine Cassiano apresentou ao governador um documento com as principais reivindicações do grupo.
Entre os pedidos estão a continuidade dos investimentos realizados por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), a ampliação dos editais, novas parcerias com empresas e a discussão sobre a criação de uma secretaria estadual específica para ciência e tecnologia.
Elaine também destacou uma preocupação diretamente ligada à vida dos universitários: criar condições para que os estudantes consigam permanecer nas instituições e concluir seus cursos.
“Principalmente ações para a permanência e êxito dos nossos estudantes”, resumiu.
Hospitais cobram continuidade do apoio
A saúde ocupou outra parte da agenda. Representantes dos hospitais filantrópicos do Estado apresentaram novas demandas ao governador e defenderam a manutenção da parceria estabelecida com o governo estadual.
As instituições pediram reajuste dos repasses atualmente realizados pelo Estado e a incorporação definitiva de um pagamento adicional, comparado pelo setor a um “décimo terceiro” destinado aos hospitais.

Presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos e Beneficentes de Mato Grosso do Sul, Marco Calderan afirmou que as reivindicações foram apresentadas diretamente ao governador.
“Fomos muito bem recebidos pelo governador, que ouviu atentamente os nossos pedidos. Ele sempre foi um parceiro nosso e o sentimento é de gratidão”, disse.
Riedel afirmou que o Estado continuará apoiando as instituições e que as novas propostas serão analisadas. Ao tratar do desafio do financiamento da saúde, destacou a necessidade de conciliar custos crescentes e capacidade de atendimento.
“A saúde é muito complexa, sendo uma das grandes políticas públicas da sociedade. Temos o desafio de equilibrar os custos de maneira firme e entregar resultados. Quero agradecer por esta parceria e vamos avaliar com atenção todas as demandas”, afirmou.
Odontologia também apresenta reivindicações
Profissionais da odontologia completaram a agenda de encontros. Representantes da categoria entregaram uma carta de compromissos com demandas do setor.
Riedel afirmou que o governo pretende avaliar as propostas apresentadas pelo Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS).
“Reafirmamos nosso compromisso com a agenda do CRO e vamos entender o tamanho deste desafio do Estado”, declarou.
Os encontros reuniram demandas distintas, mas conectadas a serviços que chegam diretamente à população: a possibilidade de um aposentado voltar à sala de aula, a permanência de jovens no ensino superior, a produção de pesquisa e tecnologia e a capacidade dos hospitais de continuar atendendo pacientes.
Para Dagmar, essa dimensão aparece de maneira simples na própria experiência. Depois da aposentadoria e de um período difícil, a universidade voltou a fazer parte de sua rotina. Agora, a reivindicação levada ao governo é para que a oportunidade encontrada por ela possa alcançar idosos de outras cidades de Mato Grosso do Sul.
Fotos: Bruno Rezende
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