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Brasil tem pior desempenho do século na corrida de São Silvestre

03 de janeiro de 2018 - 07:26 | Esporte

Maracaju em Foco - Notícias - Brasil tem pior desempenho do século na corrida de São Silvestre

A São Silvestre de 2017 foi a pior do século 21 para os brasileiros, considerando as provas masculina e feminina. No domingo (31), em São Paulo, o país teve como melhor resultado a décima colocação de Joziane Cardoso, 32.

No masculino, o primeiro representante brasileiro a cruzar a linha de chegada foi Ederson Vilela, 27, somente na 12ª colocação.

Foi também a primeira vez desde 2011 que o Brasil não chegou ao pódio em nenhum dos naipes -os cinco primeiros são premiados. Naquele ano, Cruz Nonata foi a sexta e Damião de Souza o sétimo.

O resultado de 2011 era também o pior obtido por atletas brasileiros no século até a prova de 2017. "Estou feliz com o meu resultado. No ano passado, fui o sétimo, mas o segundo melhor brasileiro. Neste ano, fui o melhor brasileiro", disse Vilela.

"Mas é verdade também que precisamos repensar as coisas. É muito ruim não ter nenhum brasileiro no pódio, em que pese a força dos africanos", disse o atleta que completou a prova em 46min55s, bem distante do vencedor Dawitt Admasu.

O etíope, que havia ficado com o triunfo em 2014, conquistou o bicampeonato com a marca de 44min15s em uma corrida disputada sob chuva.

Admasu, que registrou o melhor tempo da prova desde 2013, contou que vinha fazendo uma preparação especial para a São Silvestre. Passou mais de dois meses treinando em seu país natal, a 3.000 m de altitude.

"Acho que esta questão de treinar na altitude acaba sendo um diferencial para nós africanos", afirmou Admasu.
Para Vilela, os brasileiros precisam encarar a São Silvestre como uma prioridade.

"Nós [brasileiros] temos de correr várias provas no ano para fazer um pé-de-meia e acabamos chegando cansados. Mas isso não pode ser desculpa sempre", disse.

Há seis anos o Brasil não vence a prova masculina. O etíope Belay Bezabh ficou com o segundo lugar, com a marca de 44min33s. Já o queniano Edwin Rotich foi o terceiro, com 44min43s. Nos quilômetros iniciais da prova, ele foi tocado acidentalmente pelo brasileiro Wellington Bezerra e os dois acabaram levando um tombo.

"Eu nem vi o que aconteceu. Senti apenas um toque na minha perna e fui pro chão. Felizmente consegui me recuperar e manter o ritmo", disse o africano, vencedor em 2012 e 2013.

Na prova feminina, Flomena Cheyech sobrou em relação às adversárias e completou os 15 quilômetros em 50min18s. A segunda colocada, Birhane Adugana, da Etiópia, fez a prova em 50min55s.

Também no ano passado nenhuma brasileira subiu ao pódio feminino. A última vez que isso aconteceu foi em 2015, com a própria Joziane, na quarta colocação. O último triunfo data de 2006. "Sei que não é impossível vencer as africanas. No ano que vem, quero fazer mais treinos em altitude", disse.

Reportagem: FolhaPress


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A São Silvestre de 2017 foi a pior do século 21 para os brasileiros, considerando as provas masculina e feminina. No domingo (31), em São Paulo, o país teve como melhor resultado a décima colocação de Joziane Cardoso, 32.

No masculino, o primeiro representante brasileiro a cruzar a linha de chegada foi Ederson Vilela, 27, somente na 12ª colocação.

Foi também a primeira vez desde 2011 que o Brasil não chegou ao pódio em nenhum dos naipes -os cinco primeiros são premiados. Naquele ano, Cruz Nonata foi a sexta e Damião de Souza o sétimo.

O resultado de 2011 era também o pior obtido por atletas brasileiros no século até a prova de 2017. "Estou feliz com o meu resultado. No ano passado, fui o sétimo, mas o segundo melhor brasileiro. Neste ano, fui o melhor brasileiro", disse Vilela.

"Mas é verdade também que precisamos repensar as coisas. É muito ruim não ter nenhum brasileiro no pódio, em que pese a força dos africanos", disse o atleta que completou a prova em 46min55s, bem distante do vencedor Dawitt Admasu.

O etíope, que havia ficado com o triunfo em 2014, conquistou o bicampeonato com a marca de 44min15s em uma corrida disputada sob chuva.

Admasu, que registrou o melhor tempo da prova desde 2013, contou que vinha fazendo uma preparação especial para a São Silvestre. Passou mais de dois meses treinando em seu país natal, a 3.000 m de altitude.

"Acho que esta questão de treinar na altitude acaba sendo um diferencial para nós africanos", afirmou Admasu.
Para Vilela, os brasileiros precisam encarar a São Silvestre como uma prioridade.

"Nós [brasileiros] temos de correr várias provas no ano para fazer um pé-de-meia e acabamos chegando cansados. Mas isso não pode ser desculpa sempre", disse.

Há seis anos o Brasil não vence a prova masculina. O etíope Belay Bezabh ficou com o segundo lugar, com a marca de 44min33s. Já o queniano Edwin Rotich foi o terceiro, com 44min43s. Nos quilômetros iniciais da prova, ele foi tocado acidentalmente pelo brasileiro Wellington Bezerra e os dois acabaram levando um tombo.

"Eu nem vi o que aconteceu. Senti apenas um toque na minha perna e fui pro chão. Felizmente consegui me recuperar e manter o ritmo", disse o africano, vencedor em 2012 e 2013.

Na prova feminina, Flomena Cheyech sobrou em relação às adversárias e completou os 15 quilômetros em 50min18s. A segunda colocada, Birhane Adugana, da Etiópia, fez a prova em 50min55s.

Também no ano passado nenhuma brasileira subiu ao pódio feminino. A última vez que isso aconteceu foi em 2015, com a própria Joziane, na quarta colocação. O último triunfo data de 2006. "Sei que não é impossível vencer as africanas. No ano que vem, quero fazer mais treinos em altitude", disse.

Reportagem: FolhaPress

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