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Exame detecta envelhecimento das artérias

25 de setembro de 2018 - 08:27 | Saúde

Maracaju em Foco - Notícias - Exame detecta envelhecimento das artérias

Síndrome metabólica é o equivalente a uma tempestade perfeita que pode levar sua vida a pique: é quando a pessoa sofre de hipertensão, diabetes e sobrepeso, condições que interagem entre si com prognósticos desfavoráveis para o paciente. Normalmente, são exames independentes que fecham esse diagnóstico, mas há um capaz de apontar os indícios da conjugação desse trio: ele afere a velocidade da onda de pulso e indica o grau de envelhecimento, ou rigidez, das artérias. O assunto parece difícil, mas tive a ajuda inestimável do médico José Geraldo Mill, professor de fisiologia da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Ele é um dos coordenadores do Projeto ELSA-Brasil, que tem o apoio do Ministério da Saúde e conta com a participação de seis universidades.

O ELSA (Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto) teve início em 2008 e, durante 25 anos, vai acompanhar mais de 15 mil adultos, entre 35 e 74 anos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Espírito Santo. Seu principal objetivo é determinar os fatores que contribuem para o surgimento das doenças crônicas na população brasileira. Como essas enfermidades estão relacionadas à idade, o ELSA também tem como meta estabelecer padrões de referência sobre o envelhecimento da nossa população. Sem uma iniciativa como essa, continuaríamos a utilizar dados de outros países, que não correspondem à nossa realidade. “Os dados de hoje predizem as doenças no futuro”, explica o professor. “Através deles, podemos conhecer a história das doenças e identificar seus fatores predisponentes. Acompanhar esses indivíduos por 25 anos vai nos dar a oportunidade de enxergar toda a trajetória da vida adulta”, acrescenta.

O doutor Mill esclarece um conceito importante, que passa despercebido pela maioria das pessoas, sobre como o organismo envelhece: “embora a idade seja um fator inexorável, o envelhecimento não é uniforme em todo o corpo. Um bom exemplo é a pele, nosso maior órgão. Em algumas pessoas, ela envelhece mais rapidamente, enquanto outras parecem mais jovens. O mesmo acontece com os órgãos internos, que envelhecem em diferentes cursos temporais, relacionados a fatores genéticos e ao estilo de vida”. É aí que entra o envelhecimento das artérias e suas consequências, parte do amplo escopo de mapeamentos do ELSA.

Fonte: G1

 


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Síndrome metabólica é o equivalente a uma tempestade perfeita que pode levar sua vida a pique: é quando a pessoa sofre de hipertensão, diabetes e sobrepeso, condições que interagem entre si com prognósticos desfavoráveis para o paciente. Normalmente, são exames independentes que fecham esse diagnóstico, mas há um capaz de apontar os indícios da conjugação desse trio: ele afere a velocidade da onda de pulso e indica o grau de envelhecimento, ou rigidez, das artérias. O assunto parece difícil, mas tive a ajuda inestimável do médico José Geraldo Mill, professor de fisiologia da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Ele é um dos coordenadores do Projeto ELSA-Brasil, que tem o apoio do Ministério da Saúde e conta com a participação de seis universidades.

O ELSA (Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto) teve início em 2008 e, durante 25 anos, vai acompanhar mais de 15 mil adultos, entre 35 e 74 anos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Espírito Santo. Seu principal objetivo é determinar os fatores que contribuem para o surgimento das doenças crônicas na população brasileira. Como essas enfermidades estão relacionadas à idade, o ELSA também tem como meta estabelecer padrões de referência sobre o envelhecimento da nossa população. Sem uma iniciativa como essa, continuaríamos a utilizar dados de outros países, que não correspondem à nossa realidade. “Os dados de hoje predizem as doenças no futuro”, explica o professor. “Através deles, podemos conhecer a história das doenças e identificar seus fatores predisponentes. Acompanhar esses indivíduos por 25 anos vai nos dar a oportunidade de enxergar toda a trajetória da vida adulta”, acrescenta.

O doutor Mill esclarece um conceito importante, que passa despercebido pela maioria das pessoas, sobre como o organismo envelhece: “embora a idade seja um fator inexorável, o envelhecimento não é uniforme em todo o corpo. Um bom exemplo é a pele, nosso maior órgão. Em algumas pessoas, ela envelhece mais rapidamente, enquanto outras parecem mais jovens. O mesmo acontece com os órgãos internos, que envelhecem em diferentes cursos temporais, relacionados a fatores genéticos e ao estilo de vida”. É aí que entra o envelhecimento das artérias e suas consequências, parte do amplo escopo de mapeamentos do ELSA.

Fonte: G1

 

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